We’re back!!

março 14, 2007

É com muito prazer que volto a escrever nesse blog que, a partir de agora, passa a funcionar conforme tinha sido idealizado. O Militablog é um blog cooperativo entre 5 estudantes e profissionais de marketing e comunicação. Durante todo o ano de 2007 estaremos envolvidos no tão conhecido PGE, o trabalho de conclusão do curso de publicidade e propaganda.

A gente quer fazer desse blog um ponto de referência para, principalmente, estudantes do curso de publicidade. Vamos colocar aqui a nossa rotina de trabalho, tendências e análises do mercado, inutilidades que preenchem as nossas horas de distração, enfim, tudo aquilo que acontece nas reuniões de trabalho e o grupo tenta esconder do professor orientador. Aliás, olá a todos os professores que também visitam o blog.

Ao longo dos dias o resto do grupo também vai postando novidades por aqui. E amanhã, se tudo der certo, a gente vai disponibilizar aqui nosso primeiro podcast. Não sabe o que é podcast? Então vai se preparando.

Felipe Savone


Obrigado, Jobs

janeiro 10, 2007

Ontem a blogosfera (uhuul, segunda vez hein Pedrão?) ficou alvoroçada com o lançamento do iPhone, novo brinquedo da Apple. O que ele tem demais? É a comprovação de uma das tendências, que eu acho que nem pode mais ser chamada de tendência, que será a base da nossa vida dentro de alguns anos: Convergência. O iPhone é um iPod, um Macbook, uma câmera digital… e também é um telefone (pasmem!). É a síntese de vários aparelinhos eletrônicos da vida moderna.

E isso rendeu uma boa conversa durante a madrugada com alguns amigos (publicitários, músicos, folgados) sobre como será a nossa vida com a evolução da tecnologia e a revolução da comunicação. Essas conversas sobre o futuro me lembram de como ele era visto antigamente. A visão retrô do futuro é d+. O futuro era apenas algo mecânico. Robôs, aparelhos, tecnologia isolada. Hoje nossa visão é diferente. O futuro pra gente é integração e interação, comunicação, personalização, relacionamento. A internet e seus gadgets tem sido um dos principais motores dessa revolução.

Comecei a usar o Google em 2003 ou 2004, meio resistente, sou da época que o Altavista era a melhor opção de buscador. Mas, desde o momento em que comecei a usar o Google, o site (hoje uma empresa, mesmo) apresentava novas funções, novos parceiros, novas tecnologias… O Google de uma maneira ou de outra passou a fazer parte da vida das pessoas, não só dos fissurados por Internet. Relacionou-se com grupos, interesses, perfis. E isso tornou-o a marca de maior impacto dos últimos anos. O Google é tão procurado quanto Sexo (duvida? Veja!)

Então o que está por vir? Não me arrisco a chutar, mas no vídeo abaixo temos uma visão, não tão retro quanto as dos Jetsons pois o vídeo foi feito em 2004 eu acho, de como estaremos em 2015. Até lá, eu quero um iPhone!


Eu voto em ficar pelada de novo!

janeiro 9, 2007

      Acho que esse assunto é o que mais gera rebuliço na blogosfera (uauu, sempre quis escrever essa palavra). “Ahhh, a cicarelli e o youtube..”; “É tudo uma jogada de marketing”; “É viral, é viral, eu sei…”.

      Vendo que ela “voltou”a ser notícia nesse novo round de briga com o youtube, resolvi fazer uma brincadeira. Já tem tempo que queria usar o GoogleTrends aqui no blog, então hoje fiz um teste. Peguei as 5 coisas que os internautas brasileiros mais pensaram nos últimos tempos e cruzei em um gráfico que mostra a popularidade de cada assunto de acordo com as pesquisas feitas no Google. Cicarelli x Lula x Gol x Sexo x Youtube

graf_cica.jpg

(clique na imagem para ir à página do gráfico)

      O resultado já era o esperado. No dia em que o tal vídeo virou notícia e alguns diazinhos depois, o termo “cicarelli” ultrapassou todos os outros nas buscas realizadas no Google e logo em seguida caiu abrupamente (uhul, hoje é dia das palavras bonitas). Gerou um buzz infernal essa história mas que, ao meu ver, foi negativo. Não porque ela dar uma rapidinha na praia queimou o filme com os anunciantes, ou porque o vídeo foi proibido de veicular na net. Foi porque ela passou a ser a pessoa mais antipática do país, pelo menos com grande parte das pessoas que tem acesso a internet, que, diga-se de passagem, são boa parte dos consumidores das marcas que a imagem da bocuda estava vinculada.

      E no final, pra que server isso tudo? Pra dar risada com os amigos redatores da agência, viciados em fofocas do mundo das celebridades. Bom começo de ano para todos!


Show me your tits!

dezembro 27, 2006

      Sim, peitinhos vendem! E como! É impressionante o poder viral dos peitinhos, ainda mais os “amadores“. Isso encaixa perfeitamente na minha visão da nova comunicação, mostrada em um post abaixo. Os consumidores desse produto (e que produtos!) querem produzir seu conteúdo, divulgá-lo à comunidade (ah vai… todo mundo recebem pornografia no email), relacionar-se com pessoas que compartilham do mesmo gosto e querem consumir o conteúdo de outros usuários.

      Os virais, emails e conteúdos gerados pelo usuário que se encaixam na categoria de entretenimento tem um índice de repasse de 89%. Esse repasse de conteúdo é um aproximador social, as pessoas se relacionam através do que é comum a elas, o que envolve e comove a ambas as partes.

      Estou indo pra SP amanhã, então o blog volta na 4a. feira. E, finalizando minha conversa de ontem com meu amigo Pedro Ivro… toda vez que eu recebo qualquer conteúdo via internet eu penso 3 vezes se ele não tem fins de marketing. Conheçamos, então, o Viral Offline (vejam o vídeo abaixo).


Interação Criativa – Produção

dezembro 21, 2006

      Esse é o tema da minha apresentação para a reunião de fim de ano aqui da agência. Já tem um tempo que venho trabalhando em um modelo de integração entre os departamentos da agência que concilie a realidade em que vivemos com nossa busca constante por um crescimento no nosso padrão criativo. Como responsável pelo planejamento da agência, busco sempre conversar com pessoas de todos os departamentos, propondo melhorias e inovações. Como estamos passando por uma reformulação na Produção aqui na agência, achei prudente falar um pouco sobre essa área.

      Nunca atuei diretamente com produção mas, sendo eu um produto entre a criação e os negócios da agência, o que me fez trabalhar com o planejamento, me preocupo se estamos sendo criativos no corpo a corpo da comunicação, no contato de nosso trabalho com o público-alvo. Vi essa nota hoje e pensei “putz, será que os criativos se restringem ao dep. de criação?” e 7 segundos depois cheguei a resposta “não!“. Em brainstorms, reuniões, layouts, propostas e qualquer outro momento em que desenvolvemos e vendemos uma idéia, as mentes criativas devem trabalhar em sinergia para alcançar o melhor resultado, e por isso as pessoas de produção não devem ser apenas fornecedores de orçamento, definição e acompanhamento de materiais… eles são mais uma parte do processo criativo. Precisamos dessa criatividade para surpreender as pessoas na nossa comunicação, para sermos outstanding tanto para eles quanto para nossos clientes.

      Toda essa história vai se amarrar ao longo dos próximos dias, quando vou falar como cada área da agência se encaixa nesse modelo de Interação Criativa que desenvolvo e como, no final, essa interação traz resultados positivos para todos os envolvidos.


A profissão dos que não amam sua profissão

dezembro 18, 2006

      Uma das coisas mais engraçadas da publicidade é que, ao mesmo tempo que parte de seus profissionais vangloriam e premiam-se, a outra metade reclama e desgosta do que faz. Eu dou risada quando vejo profissionais e estudantes reclamando de seu salário ou de suas expectativas de crescimento profissional.

      Tava mexendo no Orkut e em alguns sites e vi uns comentários sobre esse tema. Uma comunidade (que eu faço parte, sim!) denominada “Como é que tá lá?” é um show. Essa frase corriqueira quando se junta dois ou mais publicitários (vai dizer que você nunca utilizou ou foi indagado com essa frase) rende respostas que vão do cômico ao trágico. Uns reclamam do chefe, outros do salário, do mercado, do cliente, da estrutura, do café… É, ninguém falou nada positivo. Talvez a primeira mudança a ser feita seja em relação à postura e atitude dessas pessoas em relação a nossa profissão.

      Isso não é profissional. Mas como diz meu companheiro Fábio, “a vida ensina“. E é por isso que me sinto muito feliz aonde trabalho e com meus companheiros de labuta. Amamos o que fazemos!

 Festa de fim de ano

Festa de fim de ano da agência


Famosos por 15 minutos, vulgares por horas.

dezembro 11, 2006

      Frase proferida pelo tiozinho da W/Brasil.

      Ocorreu nesse final de semana a formaura de mais uma turma de Publicidade e Propaganda da ESAMC e como sempre, a massa profissional estava presente, rendendo risadas, conversas, discussões e é claro, idéias. Parabéns aos formandos. Isso me faz pensar que no próximo ano é a minha vez…

      Bem, dias corridos, pouco assunto. Ah… vejam esse vídeo.


Networking de c* é…

dezembro 6, 2006

      Ontem, dia mundial da propaganda, foi o lançamento da nova edição da revista Meio e Mídia. E como toda festa feita pra publicitário, tínhamos: publicitários, mulheres e amantes de publicitários, aspirantes a publicitários, puxa-sacos de publicitários e não-publicitarios. Parafrasiando meu amigo Flávio da Diferi, networking de c* é r***.

      Brincadeiras a parte, acho interessante esses encontros (já falei sobre isso uns posts abaixo) entre profissionais do nosso ramo. É uma oportunidade de trocarmos idéias, experiências, revermos amigos e conhecer gente nova. A revista traz na capa uma matéria sobre (pasmem!) Marketing de Guerrilha que, na minha visão, não falou nada. Aliás, ali ninguém falou nada. Apresenta uma entrevista com o Gustavo da Espalhe e cases chupados do site da agência. Ah, e tem uma participação dos 2 aventureiros que montaram uma agência de “guerrilha” na cidade (pasmem, again!), com uma posição que, novamente apenas na minha opinião, é errada, equivocada e limitadora.

      E o que mais eu digo? Sorte a vocês!


Jambolada 2006

dezembro 5, 2006

      Esse fim de semana aconteceu em Uberlândia a segunda edição do Jambolada, festival independente que trouxe bandas do cenário nacional e abriu espaço para bandas locais. Infelizmente não pude acompanhar os debates e reuniões que aconteceram durante as tardes da semana passada (no ano passado, essas discussões rendeeeeram…) mas vou falar sobre o que eu vi: shows!

      Destaque para Macaco Bong, instrumental nervoso e melódico que começou a esquentar a primeira noite. Performance destruidora do MQN que, apesar de tocar pouquíssimas músicas, fez o melhor show de todo o festival. Aquele tipo de show que você diz que foi quente. Vou citar o MQN novamente amanhã, se deus quiser e o trabalho permitir, no meu post sobre música digital. Vi um pouco do U-Ganga, banda de amigos, e Patife Band. Um fato ruim foi que, no domingo, o Rock Rocket estava marcado para as 15 horas, mas começou a tocar quase que uma meia hora antes, deixando muita gente sem ver a performance dos caras. Nota 0 para o excesso de pontuação britânica. As outras bandas que tocaram fizeram shows bons, mas que particularmente não me animaram.

      Fico feliz em ver nossa cidade entrando definitivamente no circuito independente nacional. Fica o gostinho de que o festival do ano passado foi mais legal, talvez pela organização ter conseguido na primeira edição um apoio de lei de incentivo a cultura. Ficamos na espera de mais bandas vindo pra cá, de um Jambolada 2007 e do show do Fuzilis (minha banda), que toca na próxima semana, dia 14, no London Pub. Agora nós somos emo’s, com franjas e maquiagem no rosto. Não percam!


Ai, que dor de barriga…

novembro 24, 2006

      Aproveitando o gancho deixado pelo Blog de Guerrilha, que ação legal. Independente de quem foi, se foi de marca concorrente, se foi de alguém que não gosta da Itaipava ou se foi de qualquer desocupado. Mas já vejo uma coisa preocupante…

       O povo agora tá esperto. Tudo que é muito pretencioso e o que não é nada pretencioso (por ser pretencioso, ahuahua) está ficando manjado.  O que é essencial para um viral dar certo e cumprir sua função? Eu acho que é a credibilidade. E isso é o que tem faltado nessa ação. Só Youtube não adianta mais, ficou manjado. Igual as correntes de e-mail que bombaram durante a boom da internet, alguns anos atrás. Hoje elas são tão manjadas que todo mundo sabe que o e-mail com supostas fotos do acidente da Gol (as fotos de dentro do avião, durante o acidente) são screenshots de Lost.

      Mas que as fofocas das meninas~, sobre o que uma delas fez com o garotinho da faculdade, são engraçadas… aaaaahhhh se não são….


Bye Bye Outdoor

novembro 21, 2006

      Por sugestão de nosso amigo, leitor e comparsa Pedro Ivo, vou falar sobre a recente lei aprovada em São Paulo sobre a regulamentação (defino isso como proibição) de mídia externa (outdoors, painéis eletrônicos, ônibus, taxis, etc…) que pipocou novamente na mídia essa semana. O que acho disso? A moeda tem dois lados.

      Morei em São Paulo mais da metade da minha, por enquanto curta, vida. Me acostumei com a mídia externa que admirava quando criança, mas também vi placas que realmente sujam a cidade. Então desde que ouvi esse papo de proibição, eu fiquei com o pé atrás e acreditava na regulamentação, ou seja, que as peças deveriam passar por aprovação de um conselho para poderem ir para as ruas. Mas alguém consegue imaginar a burocracia e a corrupção que isso geraria? O jogo de interesse entre publicidade e política se tornaria mais forte, beneficiando os dinossauros de ambos os lados.

      Nisso, percebi que a maioria das placas irregulares e que de fato atrapalham o visual da cidade foram criadas por…. qualquer um, e não por uma agência. E isso a gente comprova mesmo. Quantos outdoors SUJOS nós já vimos em Uberlândia (você se recorda ou vou precisar lembrar daquele que tinha uma noiva em uma foto preto e branco mostrando a língua vermelha?). Acredito que para uma peça de mídia exterior ser veiculada ela deveria ter sido criada por uma agência cadastrada em algum órgão regulamentador (CENP?) assim como a empresa que produz e acompanha a peça de fato. É uma possibilidade que, se já não foi pensada, poderia ser levada em conta. Tá certo, ainda existe o mobiliário urbano, mas ele é pouco perto do que está sendo proibido.

      Pelo outro lado, essa história de proibir tem um lado bom (bem… mais ou menos bom) que é o aumento de investimento em outras mídias. Embora eu acredite que as mídias devem ser complementares e não substitutas, essa lei favorece o crescimento e surgimento de novas formas de comunicar.

      Eu só fico imaginando o que vai acontecer em Uberlândia, que aparentemente quer entrar na moda, onde outdoor é sinônimo de campanha. Quantos clientes vão desistir de veicular peças por questão de verba. Quantas agências dependentes desses pequenos clientes vão passar por dificuldades. Alô APP!!! Falando em APP, vou mandar uma nota pra eles falando sobre o nosso blog, será que eles publicam na coluna do Jornal Correio da próxima semana?

      Obrigado a todos que conversam com a gente e elogiam o blog. Comentem!

      ps: Se algúem da Agência ESAMC entrou aqui, me desculpe pela invasão e pelos papéis colados na parede…. mas a Milita tá aí pra isso… pra ser vista.


web 2.0

novembro 14, 2006

      Essa última semana foi bem corrido (no fim, qual semana não é?), por isso fiquei away do blog. Prometo me dedicar mais essa semana… e vou continuar o post passado.

      Web 2.0 é a democracia virtual. É o usuário como produtor, divulgador e audiência. É informação de todos para todos. E é nesse cenário que os 3 pilares da nova comunicação se originaram. Originaram-se porque eles já saem do mundo virtual, invadindo nosso cotidiano tradicional. E isso é uma GRANDE arma, principalmente se você for jovem e brasileiro. Quer uma prova disso? Dá uma olhada aí em baixo…

      Produzir: Texto, vídeos, música… sua banda de garagem pode ser o próximo Arctic Monkeys. Seu trabalho de faculdade de cinema pode ser o próximo sucesso do YouTube. Ou seu blog de aventuras sexuais pode te tornar a nova Bruna Surfistinha. Ta vendo? As pessoas tem necessidade de produzir sue próprio conteúdo, e claro, consumir dos outros. E as ferramentas virtuais facilitaram e muito essa criação. E fora da internet? A Editora Abril está lançando uma nova revista, com o maior investimento dos últimos 10 anos, que é feita pelos leitores. Com base no conceito de Real Life usado em publicações inglesas, o projeto tará textos, história e todo tipo de material produzido pelos próprios leitores. Ah… a revista é o canal. Então olha agora como que a divulgação e compartilhamento entram no processo.

      Compartilhamento: Fotolog, Youtube, Blog… enfim. A maior base de usuários do fotolog? Brasileiro. Por quê? Somos um povo que, mais do que qualquer outro, adoooooora aparecer. A necessidade d reconhecimento do brasileiro é fantástica. Quantos sites de fotos em festa existem em sua cidade? E ai… você aparece e…. conta pros amigos.

      Relacionamento: Maior base de usuário do Orkut. Brasileiros.

      Enfim, grandes marcas já perceberam esse movimento e começaram a participar dessa festa. Tem gente paga hoje pra monitorar comportamento de orkut. Porque aquilo lá é o nosso Second Life. Bem, espero que vocês gostem dessas idéias e opiniões. O futuro foi ontem.


Creative Commons

novembro 6, 2006

      Antes de falar sobre o assunto principal, quero começar esse post confirmando minha teoria sobre publicitários doentes abordada na semana passada. Nizan Guanaes agora é um ex-gordo! Viu Duda?!? Você ganhou a eleição passada e um infarto, enquanto ele perdeu a eleição e um pouco de peso. Agora sim, vamos ao que interessa (ou não). 

      O Creative Commons é um conceito surgido nos últimos anos que foge da idéia do direito autoral tradicional. Ao invés de ter “todos os direitos autorais reservados“, o CC, como é carinhosamente chamado por seus adeptos, tem “alguns direitos autorais reservados“. Ou seja, você pode ter os direitos que quiser sobre a obra e abrir mão de outros para que, por exemplo, sua obra seja mais divulgada. Aí você pergunta, quem faz isso?

      O ministro da cultura, Gilbeto Gil, além de ser fã do CC também é usuário (apesar de ter incluído apenas uma música, de um disco obscuro de sua carreira). Os autores do já clássico Tapa na Pantera aderiram, mesmo que por falta de opções, ao CC por sua obra ter vazado na Internet e ter se tornado célebre.

      Enfim, o assunto virou notícia hoje quando um coletivo artístico, revolucionário e inovador chamado Superflex foi censurado na Bienal de São Paulo (leia a notícia aqui). O que quero abordar aqui são as ações do grupo e sua relevância publicitária. No site, você encontra os projetos dos caras mais explicados, mas aqui vou destacar um específico.

      O Free Beer é um projeto de uma cerveja open source. Em conjunto com um grupo de estudantes Suíços, os caras pegaram o conceito  de software livre como o Linux, onde o usuário pode mudar seu código, e aplicaram em um produto real, no caso a cerveja. Você pega a receita da bebida, muda, cria algo novo, distribui, comercializa e no final apenas credita os caras que idealizaram o projeto. Ou seja, CC TOTAL! E então, o que isso influi no contexto publicitário? Isso são as 3 tendências da nova comunicação: Produzir, Compartilhar e Relacionar.

      Amanhã vou falar mais sobre essas tendências e como elas vem (e vai) mudando o nosso modo de produzir comunicação. Enquanto isso, conheça mais o Superflex.


Cuidado, Duda.

novembro 3, 2006

      O marqueteiro, publicitário, mensaleiro e adorador de galos, Duda Mendonça, passou por uma cirurgia cardíaca nos últimos dias. Isso me faz pensar que: Ele tá ficando gordo de tanto comer galo e tomar guaraná antártica, ou, a vida e publicitário mata qualquer um.

      Eu comecei a gostar de publicidade, e querer trabalhar com isso quando tinha uns 11 anos ao assistir o tão famigerado Projeto de Graduação de uma prima. Naquela época, eu via a publicidade como uma grande festa com pessoas de gravatas coloridas, softwares gráficos e trabalhos divertidos, ao contrário do trabalho do meu pai, aquela coisa engravatada, séria e cinza. Mas hoje me encontro de sapato e camisa, sem terno pois, enquanto jovem, não me exigem isso. A publicidade é coisa séria, é cuidar do negócio do cliente, trazer lucro para os dois lados.

      No próximo ano é nossa vez de apresentar o projeto de graduação. Cabe a nós levar a profissão em frente, mostrar o quão importante é a profissão do publicitário, influenciar estudantes interessados no nosso curso e, acima de tudo, limpar a sujeira na nossa imagem deixada por gordinhos cardíacos e carecas empresários (e ele NÃO é publicitário).


Dois mercados

novembro 2, 2006

      A diferença do mercado publicitário uberlandense para um grande mercado, como o paulista, fica cada vez mais clara pra mim. E sabe qual é ela? O valor ao nosso trabalho! Mas vou parar por aqui.

      Visitei a Fischer America na última semana. Muito legal o trabalho do pessoal, estrutura da agência, profissionais… e a mesa de sinuca também. Me animei muito com a conversa que tive com o gerente de planejamento, Sérgio, que me deu novas perspectivas e abriu minha visão para essa área que atuo. Outra coisa clara, é a importância e participação do planejamento em todas as etapas de uma campanha e do trabalho diário da agência.

      Corre uma notícia de que em dezembro haverá um encontro de marketing de guerrilha aqui em Uberlândia, com participação de algumas agências de outros estados. Oportunidade legal de entender um pouquinho mais dessa ferramenta de comunicação. Parei pra pensar, e cheguei a uma pergunta: “Por quê não temos encontros entre publicitários aqui na cidade, para discutir tendências do mercado, novidades, trabalhos…???”

      Pra acabar com a bobeira diária, alguém aí quer participar do Dia da Melancia?? Vamos organizar uma ação em Uberlândia em parceria com esse malucos desse site. Interessados, alistem-se!