Arquivo para Novembro, 2006

Ai, que dor de barriga…

Novembro 24, 2006

      Aproveitando o gancho deixado pelo Blog de Guerrilha, que ação legal. Independente de quem foi, se foi de marca concorrente, se foi de alguém que não gosta da Itaipava ou se foi de qualquer desocupado. Mas já vejo uma coisa preocupante…

       O povo agora tá esperto. Tudo que é muito pretencioso e o que não é nada pretencioso (por ser pretencioso, ahuahua) está ficando manjado.  O que é essencial para um viral dar certo e cumprir sua função? Eu acho que é a credibilidade. E isso é o que tem faltado nessa ação. Só Youtube não adianta mais, ficou manjado. Igual as correntes de e-mail que bombaram durante a boom da internet, alguns anos atrás. Hoje elas são tão manjadas que todo mundo sabe que o e-mail com supostas fotos do acidente da Gol (as fotos de dentro do avião, durante o acidente) são screenshots de Lost.

      Mas que as fofocas das meninas~, sobre o que uma delas fez com o garotinho da faculdade, são engraçadas… aaaaahhhh se não são….

Bye Bye Outdoor

Novembro 21, 2006

      Por sugestão de nosso amigo, leitor e comparsa Pedro Ivo, vou falar sobre a recente lei aprovada em São Paulo sobre a regulamentação (defino isso como proibição) de mídia externa (outdoors, painéis eletrônicos, ônibus, taxis, etc…) que pipocou novamente na mídia essa semana. O que acho disso? A moeda tem dois lados.

      Morei em São Paulo mais da metade da minha, por enquanto curta, vida. Me acostumei com a mídia externa que admirava quando criança, mas também vi placas que realmente sujam a cidade. Então desde que ouvi esse papo de proibição, eu fiquei com o pé atrás e acreditava na regulamentação, ou seja, que as peças deveriam passar por aprovação de um conselho para poderem ir para as ruas. Mas alguém consegue imaginar a burocracia e a corrupção que isso geraria? O jogo de interesse entre publicidade e política se tornaria mais forte, beneficiando os dinossauros de ambos os lados.

      Nisso, percebi que a maioria das placas irregulares e que de fato atrapalham o visual da cidade foram criadas por…. qualquer um, e não por uma agência. E isso a gente comprova mesmo. Quantos outdoors SUJOS nós já vimos em Uberlândia (você se recorda ou vou precisar lembrar daquele que tinha uma noiva em uma foto preto e branco mostrando a língua vermelha?). Acredito que para uma peça de mídia exterior ser veiculada ela deveria ter sido criada por uma agência cadastrada em algum órgão regulamentador (CENP?) assim como a empresa que produz e acompanha a peça de fato. É uma possibilidade que, se já não foi pensada, poderia ser levada em conta. Tá certo, ainda existe o mobiliário urbano, mas ele é pouco perto do que está sendo proibido.

      Pelo outro lado, essa história de proibir tem um lado bom (bem… mais ou menos bom) que é o aumento de investimento em outras mídias. Embora eu acredite que as mídias devem ser complementares e não substitutas, essa lei favorece o crescimento e surgimento de novas formas de comunicar.

      Eu só fico imaginando o que vai acontecer em Uberlândia, que aparentemente quer entrar na moda, onde outdoor é sinônimo de campanha. Quantos clientes vão desistir de veicular peças por questão de verba. Quantas agências dependentes desses pequenos clientes vão passar por dificuldades. Alô APP!!! Falando em APP, vou mandar uma nota pra eles falando sobre o nosso blog, será que eles publicam na coluna do Jornal Correio da próxima semana?

      Obrigado a todos que conversam com a gente e elogiam o blog. Comentem!

      ps: Se algúem da Agência ESAMC entrou aqui, me desculpe pela invasão e pelos papéis colados na parede…. mas a Milita tá aí pra isso… pra ser vista.

web 2.0

Novembro 14, 2006

      Essa última semana foi bem corrido (no fim, qual semana não é?), por isso fiquei away do blog. Prometo me dedicar mais essa semana… e vou continuar o post passado.

      Web 2.0 é a democracia virtual. É o usuário como produtor, divulgador e audiência. É informação de todos para todos. E é nesse cenário que os 3 pilares da nova comunicação se originaram. Originaram-se porque eles já saem do mundo virtual, invadindo nosso cotidiano tradicional. E isso é uma GRANDE arma, principalmente se você for jovem e brasileiro. Quer uma prova disso? Dá uma olhada aí em baixo…

      Produzir: Texto, vídeos, música… sua banda de garagem pode ser o próximo Arctic Monkeys. Seu trabalho de faculdade de cinema pode ser o próximo sucesso do YouTube. Ou seu blog de aventuras sexuais pode te tornar a nova Bruna Surfistinha. Ta vendo? As pessoas tem necessidade de produzir sue próprio conteúdo, e claro, consumir dos outros. E as ferramentas virtuais facilitaram e muito essa criação. E fora da internet? A Editora Abril está lançando uma nova revista, com o maior investimento dos últimos 10 anos, que é feita pelos leitores. Com base no conceito de Real Life usado em publicações inglesas, o projeto tará textos, história e todo tipo de material produzido pelos próprios leitores. Ah… a revista é o canal. Então olha agora como que a divulgação e compartilhamento entram no processo.

      Compartilhamento: Fotolog, Youtube, Blog… enfim. A maior base de usuários do fotolog? Brasileiro. Por quê? Somos um povo que, mais do que qualquer outro, adoooooora aparecer. A necessidade d reconhecimento do brasileiro é fantástica. Quantos sites de fotos em festa existem em sua cidade? E ai… você aparece e…. conta pros amigos.

      Relacionamento: Maior base de usuário do Orkut. Brasileiros.

      Enfim, grandes marcas já perceberam esse movimento e começaram a participar dessa festa. Tem gente paga hoje pra monitorar comportamento de orkut. Porque aquilo lá é o nosso Second Life. Bem, espero que vocês gostem dessas idéias e opiniões. O futuro foi ontem.

Creative Commons

Novembro 6, 2006

      Antes de falar sobre o assunto principal, quero começar esse post confirmando minha teoria sobre publicitários doentes abordada na semana passada. Nizan Guanaes agora é um ex-gordo! Viu Duda?!? Você ganhou a eleição passada e um infarto, enquanto ele perdeu a eleição e um pouco de peso. Agora sim, vamos ao que interessa (ou não). 

      O Creative Commons é um conceito surgido nos últimos anos que foge da idéia do direito autoral tradicional. Ao invés de ter “todos os direitos autorais reservados“, o CC, como é carinhosamente chamado por seus adeptos, tem “alguns direitos autorais reservados“. Ou seja, você pode ter os direitos que quiser sobre a obra e abrir mão de outros para que, por exemplo, sua obra seja mais divulgada. Aí você pergunta, quem faz isso?

      O ministro da cultura, Gilbeto Gil, além de ser fã do CC também é usuário (apesar de ter incluído apenas uma música, de um disco obscuro de sua carreira). Os autores do já clássico Tapa na Pantera aderiram, mesmo que por falta de opções, ao CC por sua obra ter vazado na Internet e ter se tornado célebre.

      Enfim, o assunto virou notícia hoje quando um coletivo artístico, revolucionário e inovador chamado Superflex foi censurado na Bienal de São Paulo (leia a notícia aqui). O que quero abordar aqui são as ações do grupo e sua relevância publicitária. No site, você encontra os projetos dos caras mais explicados, mas aqui vou destacar um específico.

      O Free Beer é um projeto de uma cerveja open source. Em conjunto com um grupo de estudantes Suíços, os caras pegaram o conceito  de software livre como o Linux, onde o usuário pode mudar seu código, e aplicaram em um produto real, no caso a cerveja. Você pega a receita da bebida, muda, cria algo novo, distribui, comercializa e no final apenas credita os caras que idealizaram o projeto. Ou seja, CC TOTAL! E então, o que isso influi no contexto publicitário? Isso são as 3 tendências da nova comunicação: Produzir, Compartilhar e Relacionar.

      Amanhã vou falar mais sobre essas tendências e como elas vem (e vai) mudando o nosso modo de produzir comunicação. Enquanto isso, conheça mais o Superflex.

Cuidado, Duda.

Novembro 3, 2006

      O marqueteiro, publicitário, mensaleiro e adorador de galos, Duda Mendonça, passou por uma cirurgia cardíaca nos últimos dias. Isso me faz pensar que: Ele tá ficando gordo de tanto comer galo e tomar guaraná antártica, ou, a vida e publicitário mata qualquer um.

      Eu comecei a gostar de publicidade, e querer trabalhar com isso quando tinha uns 11 anos ao assistir o tão famigerado Projeto de Graduação de uma prima. Naquela época, eu via a publicidade como uma grande festa com pessoas de gravatas coloridas, softwares gráficos e trabalhos divertidos, ao contrário do trabalho do meu pai, aquela coisa engravatada, séria e cinza. Mas hoje me encontro de sapato e camisa, sem terno pois, enquanto jovem, não me exigem isso. A publicidade é coisa séria, é cuidar do negócio do cliente, trazer lucro para os dois lados.

      No próximo ano é nossa vez de apresentar o projeto de graduação. Cabe a nós levar a profissão em frente, mostrar o quão importante é a profissão do publicitário, influenciar estudantes interessados no nosso curso e, acima de tudo, limpar a sujeira na nossa imagem deixada por gordinhos cardíacos e carecas empresários (e ele NÃO é publicitário).

Dois mercados

Novembro 2, 2006

      A diferença do mercado publicitário uberlandense para um grande mercado, como o paulista, fica cada vez mais clara pra mim. E sabe qual é ela? O valor ao nosso trabalho! Mas vou parar por aqui.

      Visitei a Fischer America na última semana. Muito legal o trabalho do pessoal, estrutura da agência, profissionais… e a mesa de sinuca também. Me animei muito com a conversa que tive com o gerente de planejamento, Sérgio, que me deu novas perspectivas e abriu minha visão para essa área que atuo. Outra coisa clara, é a importância e participação do planejamento em todas as etapas de uma campanha e do trabalho diário da agência.

      Corre uma notícia de que em dezembro haverá um encontro de marketing de guerrilha aqui em Uberlândia, com participação de algumas agências de outros estados. Oportunidade legal de entender um pouquinho mais dessa ferramenta de comunicação. Parei pra pensar, e cheguei a uma pergunta: “Por quê não temos encontros entre publicitários aqui na cidade, para discutir tendências do mercado, novidades, trabalhos…???”

      Pra acabar com a bobeira diária, alguém aí quer participar do Dia da Melancia?? Vamos organizar uma ação em Uberlândia em parceria com esse malucos desse site. Interessados, alistem-se!