Bye Bye Outdoor

Novembro 21, 2006

      Por sugestão de nosso amigo, leitor e comparsa Pedro Ivo, vou falar sobre a recente lei aprovada em São Paulo sobre a regulamentação (defino isso como proibição) de mídia externa (outdoors, painéis eletrônicos, ônibus, taxis, etc…) que pipocou novamente na mídia essa semana. O que acho disso? A moeda tem dois lados.

      Morei em São Paulo mais da metade da minha, por enquanto curta, vida. Me acostumei com a mídia externa que admirava quando criança, mas também vi placas que realmente sujam a cidade. Então desde que ouvi esse papo de proibição, eu fiquei com o pé atrás e acreditava na regulamentação, ou seja, que as peças deveriam passar por aprovação de um conselho para poderem ir para as ruas. Mas alguém consegue imaginar a burocracia e a corrupção que isso geraria? O jogo de interesse entre publicidade e política se tornaria mais forte, beneficiando os dinossauros de ambos os lados.

      Nisso, percebi que a maioria das placas irregulares e que de fato atrapalham o visual da cidade foram criadas por…. qualquer um, e não por uma agência. E isso a gente comprova mesmo. Quantos outdoors SUJOS nós já vimos em Uberlândia (você se recorda ou vou precisar lembrar daquele que tinha uma noiva em uma foto preto e branco mostrando a língua vermelha?). Acredito que para uma peça de mídia exterior ser veiculada ela deveria ter sido criada por uma agência cadastrada em algum órgão regulamentador (CENP?) assim como a empresa que produz e acompanha a peça de fato. É uma possibilidade que, se já não foi pensada, poderia ser levada em conta. Tá certo, ainda existe o mobiliário urbano, mas ele é pouco perto do que está sendo proibido.

      Pelo outro lado, essa história de proibir tem um lado bom (bem… mais ou menos bom) que é o aumento de investimento em outras mídias. Embora eu acredite que as mídias devem ser complementares e não substitutas, essa lei favorece o crescimento e surgimento de novas formas de comunicar.

      Eu só fico imaginando o que vai acontecer em Uberlândia, que aparentemente quer entrar na moda, onde outdoor é sinônimo de campanha. Quantos clientes vão desistir de veicular peças por questão de verba. Quantas agências dependentes desses pequenos clientes vão passar por dificuldades. Alô APP!!! Falando em APP, vou mandar uma nota pra eles falando sobre o nosso blog, será que eles publicam na coluna do Jornal Correio da próxima semana?

      Obrigado a todos que conversam com a gente e elogiam o blog. Comentem!

      ps: Se algúem da Agência ESAMC entrou aqui, me desculpe pela invasão e pelos papéis colados na parede…. mas a Milita tá aí pra isso… pra ser vista.

2 Respostas para “Bye Bye Outdoor”

  1. Pedro Diz:

    Sou otimista, prefiro sempre ver o lado bom da situação. Será que essa lei e/ou moda que está para aterrisar aqui não pode nos ajudar a mentalidade de alguns clientes e agências, que insistem na velha tríplice vt, spot e outdoor? Eu acho que sim. Outros formatos podem aumentar os custos, mas não são todos, já vi muitos exemplos baratos e extremamente eficientes de propaganda. Além de tudo, pensar em coisas diferentes sempre é mais legal, né não?

  2. z adolfo Diz:

    Parabens pela matéria!! Faltam apenas 22 dias pra grande revolução, huahauhau


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