Arquivo para Dezembro, 2006

Show me your tits!

Dezembro 27, 2006

      Sim, peitinhos vendem! E como! É impressionante o poder viral dos peitinhos, ainda mais os “amadores“. Isso encaixa perfeitamente na minha visão da nova comunicação, mostrada em um post abaixo. Os consumidores desse produto (e que produtos!) querem produzir seu conteúdo, divulgá-lo à comunidade (ah vai… todo mundo recebem pornografia no email), relacionar-se com pessoas que compartilham do mesmo gosto e querem consumir o conteúdo de outros usuários.

      Os virais, emails e conteúdos gerados pelo usuário que se encaixam na categoria de entretenimento tem um índice de repasse de 89%. Esse repasse de conteúdo é um aproximador social, as pessoas se relacionam através do que é comum a elas, o que envolve e comove a ambas as partes.

      Estou indo pra SP amanhã, então o blog volta na 4a. feira. E, finalizando minha conversa de ontem com meu amigo Pedro Ivro… toda vez que eu recebo qualquer conteúdo via internet eu penso 3 vezes se ele não tem fins de marketing. Conheçamos, então, o Viral Offline (vejam o vídeo abaixo).

Interação Criativa – Produção

Dezembro 21, 2006

      Esse é o tema da minha apresentação para a reunião de fim de ano aqui da agência. Já tem um tempo que venho trabalhando em um modelo de integração entre os departamentos da agência que concilie a realidade em que vivemos com nossa busca constante por um crescimento no nosso padrão criativo. Como responsável pelo planejamento da agência, busco sempre conversar com pessoas de todos os departamentos, propondo melhorias e inovações. Como estamos passando por uma reformulação na Produção aqui na agência, achei prudente falar um pouco sobre essa área.

      Nunca atuei diretamente com produção mas, sendo eu um produto entre a criação e os negócios da agência, o que me fez trabalhar com o planejamento, me preocupo se estamos sendo criativos no corpo a corpo da comunicação, no contato de nosso trabalho com o público-alvo. Vi essa nota hoje e pensei “putz, será que os criativos se restringem ao dep. de criação?” e 7 segundos depois cheguei a resposta “não!“. Em brainstorms, reuniões, layouts, propostas e qualquer outro momento em que desenvolvemos e vendemos uma idéia, as mentes criativas devem trabalhar em sinergia para alcançar o melhor resultado, e por isso as pessoas de produção não devem ser apenas fornecedores de orçamento, definição e acompanhamento de materiais… eles são mais uma parte do processo criativo. Precisamos dessa criatividade para surpreender as pessoas na nossa comunicação, para sermos outstanding tanto para eles quanto para nossos clientes.

      Toda essa história vai se amarrar ao longo dos próximos dias, quando vou falar como cada área da agência se encaixa nesse modelo de Interação Criativa que desenvolvo e como, no final, essa interação traz resultados positivos para todos os envolvidos.

A profissão dos que não amam sua profissão

Dezembro 18, 2006

      Uma das coisas mais engraçadas da publicidade é que, ao mesmo tempo que parte de seus profissionais vangloriam e premiam-se, a outra metade reclama e desgosta do que faz. Eu dou risada quando vejo profissionais e estudantes reclamando de seu salário ou de suas expectativas de crescimento profissional.

      Tava mexendo no Orkut e em alguns sites e vi uns comentários sobre esse tema. Uma comunidade (que eu faço parte, sim!) denominada “Como é que tá lá?” é um show. Essa frase corriqueira quando se junta dois ou mais publicitários (vai dizer que você nunca utilizou ou foi indagado com essa frase) rende respostas que vão do cômico ao trágico. Uns reclamam do chefe, outros do salário, do mercado, do cliente, da estrutura, do café… É, ninguém falou nada positivo. Talvez a primeira mudança a ser feita seja em relação à postura e atitude dessas pessoas em relação a nossa profissão.

      Isso não é profissional. Mas como diz meu companheiro Fábio, “a vida ensina“. E é por isso que me sinto muito feliz aonde trabalho e com meus companheiros de labuta. Amamos o que fazemos!

 Festa de fim de ano

Festa de fim de ano da agência

Famosos por 15 minutos, vulgares por horas.

Dezembro 11, 2006

      Frase proferida pelo tiozinho da W/Brasil.

      Ocorreu nesse final de semana a formaura de mais uma turma de Publicidade e Propaganda da ESAMC e como sempre, a massa profissional estava presente, rendendo risadas, conversas, discussões e é claro, idéias. Parabéns aos formandos. Isso me faz pensar que no próximo ano é a minha vez…

      Bem, dias corridos, pouco assunto. Ah… vejam esse vídeo.

Networking de c* é…

Dezembro 6, 2006

      Ontem, dia mundial da propaganda, foi o lançamento da nova edição da revista Meio e Mídia. E como toda festa feita pra publicitário, tínhamos: publicitários, mulheres e amantes de publicitários, aspirantes a publicitários, puxa-sacos de publicitários e não-publicitarios. Parafrasiando meu amigo Flávio da Diferi, networking de c* é r***.

      Brincadeiras a parte, acho interessante esses encontros (já falei sobre isso uns posts abaixo) entre profissionais do nosso ramo. É uma oportunidade de trocarmos idéias, experiências, revermos amigos e conhecer gente nova. A revista traz na capa uma matéria sobre (pasmem!) Marketing de Guerrilha que, na minha visão, não falou nada. Aliás, ali ninguém falou nada. Apresenta uma entrevista com o Gustavo da Espalhe e cases chupados do site da agência. Ah, e tem uma participação dos 2 aventureiros que montaram uma agência de “guerrilha” na cidade (pasmem, again!), com uma posição que, novamente apenas na minha opinião, é errada, equivocada e limitadora.

      E o que mais eu digo? Sorte a vocês!

Jambolada 2006

Dezembro 5, 2006

      Esse fim de semana aconteceu em Uberlândia a segunda edição do Jambolada, festival independente que trouxe bandas do cenário nacional e abriu espaço para bandas locais. Infelizmente não pude acompanhar os debates e reuniões que aconteceram durante as tardes da semana passada (no ano passado, essas discussões rendeeeeram…) mas vou falar sobre o que eu vi: shows!

      Destaque para Macaco Bong, instrumental nervoso e melódico que começou a esquentar a primeira noite. Performance destruidora do MQN que, apesar de tocar pouquíssimas músicas, fez o melhor show de todo o festival. Aquele tipo de show que você diz que foi quente. Vou citar o MQN novamente amanhã, se deus quiser e o trabalho permitir, no meu post sobre música digital. Vi um pouco do U-Ganga, banda de amigos, e Patife Band. Um fato ruim foi que, no domingo, o Rock Rocket estava marcado para as 15 horas, mas começou a tocar quase que uma meia hora antes, deixando muita gente sem ver a performance dos caras. Nota 0 para o excesso de pontuação britânica. As outras bandas que tocaram fizeram shows bons, mas que particularmente não me animaram.

      Fico feliz em ver nossa cidade entrando definitivamente no circuito independente nacional. Fica o gostinho de que o festival do ano passado foi mais legal, talvez pela organização ter conseguido na primeira edição um apoio de lei de incentivo a cultura. Ficamos na espera de mais bandas vindo pra cá, de um Jambolada 2007 e do show do Fuzilis (minha banda), que toca na próxima semana, dia 14, no London Pub. Agora nós somos emo’s, com franjas e maquiagem no rosto. Não percam!